terça-feira, 22 de outubro de 2013

Explosions In The Sky & David Wingo - Prince Avalanche OST (2013)



Explosions In The Sky possuem o dom de criar as mais belas composições musicais que podem ser ouvidas. Assumem uma sensibilidade e visão como poucos alguma vez conseguiram, e constroem uma realidade crua adornada dos mais belos enfeites e emoções. Explosion In The Sky criam sempre um explosão de sensações a quem decide mergulhar no seu universo. Criam com sentido, e contam-nos uma história sem letras, palavras ou frases. Explosions In The Sky possuem o dom. O dom de captar mensagens e transforma-las em musica, torná-las totalmente compreensíveis a quem assim deseje, com um altruísmo do mais sincero e honesto que se pode encontrar hoje.
Posto isto, são demasiadas as razões para serem enumeradas, e que justificam a audição atenta de "Prince Avalanche", banda sonora original do filme homónimo, remake do islandês "Á Annan Veg (2011)", e em parceria com o compositor David Wingo (Podrida Ola). "Prince Avalanche" marca o regresso da banda após o maravilhoso "Take Care, Take Care, Take Care (2011)", e é pautado por composições mais intimistas e introspectivas.
O rock intrusmental dos Norte Americanos foi tantas vezes apelidado de Cinematográfico, que assim se justifica esta nova aventura na construção musical em exclusivo para uma obra do cinema, após a primeira aventura em "Friday Night Lights OST (2004)". O efeito é como sempre fenomenal, catártico como nos habituou. O resultado final no filme pouco importará, porque como álbum atinge uma vez mais a perfeição.
Obrigatório.




Para saber mais 

http://www.explosionsinthesky.com/

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Clap Your Hands And Say Yeah - Little Moments Ep




Num momento em que a aborrecida e longa discussão sobre a nova abordagem musical dos Arcade Fire divide as opiniões, eu remeto-me ao silência desinteressado, mas analisando a crítica mais especializada, que muito tem elogiado esta alteração, esta evolução sonora dos canadianos. Contudo o egoísmo e bipolaridade da crítica tende a ser tanto maior quanto maior o reconhecimento que por vezes lhe é dado. Enfim...consequências do tempo que vivemos, a alta velocidade sem tempo de olhar para o lado e reflectir.
Esta introdução tem uma razão de ser, e está intimamente relacionada com a edição de Little Moments, dos norte-americanos Clap Your Hands Say Yeah, ou CYHSY, uma das bandas mais queridas por aqui, desde há muito anos. Pois bem, Little Moments marca uma tendencia, não nova, mas mais vincada, um novo conceito na musica de CYHSY, dando mais atenção à electrónica, mas não tão bem recebida por certas facções da crítica. Estranho. Little Moments abre caminho a um novo album mais lá para a frente (Janeiro 2014), que marca o regresso após Hysterical (2011), e após a saída de dois elementos da banda. CYHSY demonstram que estão vivos e recomendam-se.




Para saber mais

www.clapyourhandssayyeah.com

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Fuck Buttons - Slow Focus (2013)



Andrew Hung e Benjamin Power regressam após quatro anos de silêncio com Slow Focus, pondo fim a uma espera que já se fazia eterna. Fuck Buttons estão de volta após os brilhantes "Street Horrsing" (2008) e "Tarot Sport" (2009), e é deles a grande influencia na minha banda sonora este último verão.
A primeira impressão que deixa este Slow Focus, é que há claramente uma evolução, e um corte com o passado mais excêntrico e pouco conceptual do duo. O facto é que o ruído de Street Horrsing desvaneceu-se assim como as desconstruções de Tarot Sport. Slow Focus é certamente mais convencional, como se de uma solução para a experimentação passada se tratasse. O alinhamento encontra a lógica desta vez, e a construção das musicas é sem dúvida melhor resolvida. Não melhor ou pior, apenas diferente. 
A experimentação é constante e altamente expressiva, na forma magistral como tornam rock progressivo em electrónica e vice-versa. Límpido e épico, as faixas sucedem.se numa lógica imediata, que nos arrebata para um história que parece querer contar e que se materializa na nossa mente. Não deixará ninguém indiferente certamente, com as suas faixas longas mas progressivamente velozes e mais velozes a medida que contador de segundos avança. As camadas sucedem-se ao ritmo certo. 
Extrovertido ou introvertido, pouco importa, adequa-se ao estado de espírito presente, pois o espaço-tempo tão particular que cria, é de tal forma vasto, que basta a nossa imaginação acompanhar o crescendo emocional do álbum, para a viagem se tornar inesquecivel uma e outra vez.
Obrigatório.




Para saber mais 

fuckbuttons.com

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

These New Puritans - Field Of Reeds (2013)



E assim, é chegado o tempo de passar das notas às letras, e tentar resumir aquilo que foi ocupando os meus ouvidos nestes últimos meses. Muitas novidades, regressos, surpresas, e novas sugestões.
Desde logo, uma das que mais me entusiasmou, foi o regresso dos Britânicos These New Puritans, com o seu terceiro trabalho de originais "Fiel of Reeds" que sucede ao fabuloso "Hidden" (2010). Entusiasmo esse bem justificado com base naquele que era o passado da banda, e com base naquilo que sabiamos, ou imaginariamos poder esperar.
Mas o que torna These New Puritans tão especiais? Basicamente a sua forma de se reinventarem a cada novo album. A forma como explorar destemidamente novos ambientes sonoros tão dispares entre si, que faz com que a cada novo album, seja uma nova experiência e pareça um projecto novo, embora haja linhas e detalhes que fornecem a sua identificação óbvia e imediata.
"Fiel of Reeds", é uma ode neo-classica, que rompe em definitivo com o passado rock post-punk da banda. Isto poderá desiludir os mais desatentos, mas será recompensador para os mais incautos que se aventurem. Iconoclasta, pouco convencional, intimidador e intimista, misterioso mas universal. "Field of Reeds" merece a nossa confiança, pelo menos na tentativa de o entender. Após isso, uma e outra vez, a experiencia dá os seus frutos.
Obrigatório.




Para saber mais

 http://indiegalia.blogspot.pt/2010/03/these-new-puritans-hidden.html

http://www.thesenewpuritans.com/

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Musicas Que Inspiram Uma Vida


Primeiro dirijo-me a ti, especial amigo. Abandonei-te há tanto tempo, que a contagem dos dias já se perdeu algures entre um por do sol caloroso. E por isso te peço perdão humildemente entristecido. Agora quero voltar a ti, que me acompanhas-te durante tantos e tantos momentos. Fomos crescendo juntos, e ensinando algo um ao outro. Quando te imaginei pela primeira vez, senti que teria de ser diferente, sabia-o, não te tornaria vulgar ao ponto de a rotina ultrapassar a magia. E assim fui tentando...e assim continuarei. 
Agora dirijo-me não a ti, mas ao meu menos fiel amigo, que já lentamente se escapa por entre os dedos para um tela de vermelhos e laranjas dissipados. Falso porque teima em repetir a história. Ano após ano, regressa cheio de promessas, e parte levando a nossa saudade. Sempre com tempo contado, curto o suficiente para não chatear, dificil, complexo, mas genuino, que teima em nos presentear com belas imagens, sensações, e possibilidades únicas.
 Verão e escrita são inimigos. Verão e blog ainda mais. O falso e o fiel amigo. Aquele que não queremos abandonar, e aquele que não queriamos ter abandonado. Tudo se resolve no fim, isso é certo...só o tempo continua sem voltar atrás, ou assim acreditamos. 
É quase tempo de dar as boas vindas ao Outono, esse sim um amigo de longa data, sereno e sábio, ao qual apenas peço para ser agradável e amável. Que a sua chuva nos possa lavar a alma e o espírito. Que a sua brisa nos seque e envolva confortávelmente numa nova jornada. E que jornada...como todas as que constroem a nossa vida. Que o caminho se torne mais leve e fácil de identificar, e o percorramos sempre juntos como até hoje...os velhos e os novos amigos. 

E por fim que Tu nunca me larges a mão durante a nossa viagem. 


Espero que todos estejam bem =) 




sexta-feira, 14 de junho de 2013

Futurebirds - Baba Yaga (2013)



Ouvindo Baba Yaga, torna-se incompreensível o porque de esta pérola ter estado em risco de não ser editado. O quinteto norte-americano gravou ao longo de 7 meses, 13 músicas fabulosas, e levou-as para a estrada, sem sequer saber se algum dia as conseguiria editar, visto que o interesse demonstrado pelas editoras demorou demasiado tempo a fazer-se sentir, mas que se surgiu finalmente no interesse e na edição por parte da Fat Possum. E bem hajam por isso mesmo.
Baba Yaga é isso mesmo, um portento, e uma segura afirmação dos Futurebirds como uma das bandas folk/country mais interessantes que surgiram nos ultimos anos. O alinhamento, apesar de ser composto maioritariamente por musicas que ultrapassam os 5 minutos, em momento algum ser torna maçador. Antes pelo contrário, tornam a experiência auditiva ainda mais intensa e recompensadora. Uma das boas surpresas de 2013.
Obrigatório.

UPLOADED



Para saber mais 

 www.futurebirdsmusic.com

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Merchandise - Totale Nite (2013)


 
Se juntar um pouco de Sonic Youth, com Yo La Tengo e The Velvet Underground, e finalmente misturar com post-rock e post-punk, o mais certo é obter um album do trio norte-americano Merchandise.
"Total Nite" sucede ao fantástico "Children of Desire" (2012), e funciona como a perfeita continuação para esse album editado um ano atrás e que cortou definitvamente com a abordagem mais "suja" da musica que até então faziam. "Total Nite" é um album capaz de nos absorver por completo logo à primeira audição. Denso e intenso, etéro umas vezes, e psicadélico outras vezes, é neste jogo que se reinventa ao longo dos 33 minutos de duração distrubuidos por cinco faixas, que devido à sua longa duração envolvem o ouvinte de uma maneira que à primeira vista poderia ser maçante, mas que se torna uma experiencia extremamente recompensadora.
Merchandise é sem duvida uma banda para ter em conta nos próximos anos, e "Total Nite" é seguramente um dos melhores albuns de 2013.
Obrigatório.





Para saber mais 

merchandisetheband.wordpress.com

terça-feira, 14 de maio de 2013

Unknown Mortal Orchestra - II (2013)



A tentativa, e a insistência irritante em comparar os Unknown Mortal Orchestra aos Tame Impala tem criado uma grande confusão em reviews e comentários em variados sites que tenho observado. O facto é que, ao contrario dos Tame Impala, Unknown Mortal Orchestra, não são australianos. Tudo começou quando o multi-instrumentista e songwriter Ruban Nielson, Neo-Zelandês, o mentor por detrás do projecto, publicou no seu bandcamp a faixa Ffunny Ffriends, que criou grande burburinho, e rápido deu que falar. Finalmente Nielson reclamou a faixa como sendo pertença do Projecto Unknown Mortal Orchestra, a que se juntaram dois novos musicos norte-americanos de Portland.
Após o álbum homónimo de estreia em 2011, regressam agora em 2013 com "II". E o que podemos encontrar permanece o mesmo que há dois anos atrás. Rock psicodélico, melancólico, lo-fi e caseiro, um pouco de funk, um pouco de soul, e muita alma, romantismo, e que canta a solidão saturada de groove e emoções densas.
Com presença garantida em Paredes de Coura 14 de Agosto, torna-se indispensável a escuta.





Para saber mais

unknownmortalorchestra.com
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