sexta-feira, 10 de maio de 2013

Tomorrow's World - Tomorrow's World (2013)


Tomorrow´s World, album homónimo do novo projecto francês, é uma das melhores surpresas no que levamos de 2013. Composto por Jean-Benoît Dunckel dos Air e Lou Hayter dos New Young Ponny Club, primam pelo requinte, pela elegância e inspiração nesta nova aventura. "Tomorow's World" é maioritariamente composto por musicas embora com a electrónica sempre como fundo, mais clamas e melódicas, e altamente expressivas e por vezes desconcertantemente repetitivas como acontece com o portento "So Long My Love". O charme esse é inegável, em especial com o tema interpretado em francês (magnífico) "Pleurer et Chanter". O facto é que não deixará ninguem indiferente após a sua escuta...impressiona pelas diferenças pontuais de tudo o que é convencional, mas apaixona e arrebata pela sua melodia clássica. Excelente companhia e audição obrigatória.





Para saber mais

www.tomorrowsworld.fr/

Midnight Juggernauts - Uncanny Valley (2013)


Os Australianos Midnight Juggernauts parece que se regulam por intervalos de três anos. "Uncanny Valley" sucessede a "The Crystal Axis" (2010), e a "Dystopia" (2007) sempre separados por três anos de intervalo, e convenhamos que três anos é demasiado tempo. O facto é que sempre que regressam, conseguem destaque e o seu lugar de mérito entre as bandas mais refrescantes na pop-electrónica. Contudo o hiato de tempo que se segue sempre a edição dos albuns, leva ao risco de cairem no esquecimento durante demasiado tempo.
Com edição marcada para 17 de Junho já podem saborear a nova proposta por aqui. E vai valer a pena e certamente será uma excelente companhia para o fim de semana que está já ai.



Para saber mais

www.midnightjuggernauts.com/

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Noah And The Whale - Hearth of Nowhere (2013)



"Hearth of Nowhere" editado a 6 de Maio passado, marca o regresso de Noah and the Whale, o que é sempre de saudar.
Nesta nova entrega, observa-se que a temática do tempo é explorada ao máximo ao longo do alinhamento. A melancolia, os relacionamentos mal resolvidos, a sabedoria obtida da maturidade pelo sofrimento...toda esta temática continua bem presente no universo dos britânicos. Neste quarto álbum de estúdio, também a musicalidade pouco se altera, embora a maturidade óbvia de quem tem já uma carreira com provas mais que dadas seja aqui bem observável. Contudo continua bem presente aquele sentimento jovial e inocente que sempre marcou a musica de Noah and the Whale. E ainda bem que assim é.
Em resumo, "Herth of Nowhere" é mais um excelente álbum dos britânicos, que conforme os mesmos o definem, ora serve para dançar outras vezes para chorar, se assim o desejarmos. 





Para saber mais 

www.noahandthewhale.com/‎

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Mogwai - Les Revenants Soundtrack (2013)



Se há uma banda que representa com total esplendor todo o universo do post-rock, essa será sempre Mogwai. Donos de uma sonoridade única, capazes de criar atmosferas densas, negras e atemorizantes, mas ao mesmo tempo belas e intrigantes. Não será pois com estranheza que se recebe a noticia que o quinteto escocês decidiu abraçar este projecto, e criar assim uma banda sonora para uma série de zombies (tão em moda actualmente) francesa!. Pois bem, assim, e à primeira vista, este casamento tinha tudo para ter sucesso e surpreender. Mas o resultado final vai bem mais além disso. Apaixona por completo, assombra o nosso espírito, desflora todos os nossos medos latentes na nossa cabeça, com total elegância e simplicidade, e transforma-os em imagens distorcidas e enevoadas, ao som das notas criadas pela maestria de Mogwai.
Pouco importa se "Les Revenants" a serie entenda-se, é boa ou não. "Les Revenantes" a banda sonora, vai, e ainda bem, muito além de uma simbiose que seria natural com a série. Está construído para ser a banda sonora de qualquer filme que passe pela nossa cabeça...isso sim de preferência num dia mais cinzento.
Das 14 faixas que consituem o alinhamento,  destaco claro está, a musica "Portugal" em jeito de homenagem ao nosso país, e por fim a maravilhosa "What are they doing in heaven today" muito a la Spiritualized.
Mogwia é isto mesmo...não sabem fazer má musica...e isso é de louvar.
Obrigatório.




Para saber mais

www.mogwai.co.uk

terça-feira, 7 de maio de 2013

The Thermals - Desperate Ground (2013)



O Rock alternativo está vivo. O indie rock ainda não desapareceu, junto com os nomes que o representavam e que foram desaparecendo gradualmente ameaçando levar este genéro aos limites do banal e ridículo. The Thermals continuam como sempre o fizeram ao longo da última década, a ser um dos máximos expoentes do género.
Sempre com uma raiva latente mas contida como fundo, as guitarras indicam o caminho, tão bem trilhado pelo trio norte-americano. As faixas sucedem-se a um ritmo vertiginoso, sempre mantendo a fasquia bem alta, variando repetidas vezes entre o rock mais alternativo, e o punk rock, fazendo deste Desperate Ground um dos títulos mais interessantes dentro do género (sem com isto querer reduzir este fabuloso trabalho) do corrente ano.



Para saber mais

www.thethermals.com

terça-feira, 23 de abril de 2013

Sing Fang - Flowers (2013)



Se antes falava de  Ólafur Arnalds, agora continuamos pelas pela gélida mas bela Islândia para encontrar-mos com Sing Fang, que é o mesmo que dizer Sindri Már Sigfússon, o líder dos maravilhosos Seaber, que regressa este ano novamente com o seu projecto paralelo. A produção ficou a cargo de Alex Sommers, talentoso produtor que trabalha regularmente com Sigur Rós, e com Jonsi.
Flowers é uma chamada de atenção ao nossos sentidos. É uma explosão de cor, um abraço caloroso melódico, luminoso, que apetece agora, em que os dias começam a ficar mais amenos. Uma excelente proposta para explorar, no sentido de o sentir e viver. Flowers é a proposta mais segura de Sing Fang, e não desiludirá o mais incauto que o coloque em Play sem se dar conta.




Para saber mais

www.heysinfang.com/

Ólafur Arnalds - For Now I am a Winter (2013)



Um dos, senão o melhor compositor neo-clássico da actualidade, no final do ano passado informou que iria abandonar a Erased Tapes (discográfica que representa Peter Broederick, Nils Frahm entre outros) onde fez toda a sua carreira desde que despontou em 2007, e assinar pela Mercury Classics. Ora esta mudança anunciada para um selo mais comercial e menos maneável criou uma natural preocupação que a musica de  Ólafur pudesse de algum modo sofrer com algumas imposições de carácter exclusivamente comercial.
A mudança é certo que ocorreu, e é notória. Contudo não foi, como não teria de ser necessáriamente negativa. As grandes alterações no universo musical de Ólafur foram essencialmente duas. Desde logo a inclusão pela primeira vez de vocais em algumas musicas, contando para isso com a esplêndida e assombrosa colaboração de Arnor Dan. A segunda prende-se com a perda de importância do piano na maioria das composições para dar maior destaque ao violino.
No final, fica-se com a sensação que a decisão de Ólafur foi acertada. A evolução terá sido no sentido certo, a musica continua a transportar uma carga sentimental como sempre nos habituou, continua a fazer-nos sonhar, viajar, e sorrir em paisagens e mundos que de outra maneira a nossa mente não conseguiria materializar.
Obrigatório.




Para saber mais 

olafurarnalds.com/

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Dawn McCarthy and Bonnie Prince Billy - What The Brothers Sang (2013)


Sempre que o nome de Bonnie Prince Billy aparece associado seja ao que for, isso deverá, e será sempre alvo de uma especial atenção neste espaço. Embora fosse mais entusiasmante um trabalho inédito de um dos mais profícuos autores actuais, este projecto a meias com Dawn McCarthy nada deixa nada a desejar.
"What the Brothers Sang", não é mais do que uma homenagem aos Everly Brothers que deixaram a sua marca nos idos anos 50-60. Como deixa antever a capa algo inusual, o album é talhado todo ele com um objectivo de reviver através da reinvenção e revisitação a nostalgia que a musica dos Everly Brothers deixou em ambos cantautores. E isso conseguem-no com total sucesso, tema após tema, relembrando temas menos conhecidos do publico que assim resurgem e regressam pelas mãos e vozes talentosas de Bonnie e Dawn.
Obrigatório.



Para saber mais.

www.dragcity.com/artists/dawn-mccarthy-and-bonny-billy
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