terça-feira, 24 de julho de 2012

Dirty Projectors - Swing Lo Magellan (2012)



Devo confessar que os Dirty Projectors nunca acabaram por me convencer por completo. Aquele experimentalismo por vezes bacoco que se achava pop chateava, assim como os Animal Collective e Grizzly Bear (podem atirar-me pedras agora).
Contudo devo confessar que a minha visão dos Dirty Projectores sofreu um grande volta com "Swing Lo Magellan", agora sim um album de canções, de musicas, de letras, de algo bem construido e intenso. Mais popular ou não, pouco interessa. Mais musical sem dúvida. Exquizofrénico na medida certa, mas sempre melodioso e uma excelente companhia. Corta com o passado da banda e ainda bem, e abre portas a um futuro que não vou deixar de seguir!
Obrigatório.


Para saber mais

dirtyprojectors.net

Alt J (∆) - An Awesome Wave (2012)



Talvez fosse mesmo necessário um album assim, para me motivar a vir de novo escrever sobre musica, e tentar manter o ritmo que em outras siruações não me criava qualquer dificuldade. Talvez.
Uma fusão de sons e uma fusão de sentimentos que nos transportam  ao longo do tempo, tentando encontrar paralelismos e comparações, e que nos leva a perder tempo a tentar encontrar um momento na musica tão surpreendente e refrescante como este "An Awesome Wave".
Um rotundo 10 em 10, e sem dúvida um dos albuns do ano.
Obrigatório.




Para saber mais

altjband.com

soundcloud.com/alt-j/

Soon



Após 3 meses de ausência regresso à blogosfera com a mesma vontade de sempre. Desde já as minhas desculpas por ausência tão prolongada, mas o facto é que a falta de tempo aliada a alguma falta de motivação e desencanto levou a que este espaço ficasse latente por um período maior que o desejável.
Muita musica passou pelos meus ouvidos durante estas semanas. Proponho-me a actualizar e resumir tudo o que acompanhou neste hiato, aquilo que mais destaco, e que pretendo partilhar com quem assim quiser.
A musica não pára, e ainda bem...porque parece que o verão começa hoje.

Espero que todos estejam bem =)


quinta-feira, 19 de abril de 2012

Jonquil - Point Of Go (2012)


Sabe a verão. Sabe a tardes quentes e longas, sabe a entardeceres laranjas e prateados no reflexo da água de uma praia qualquer. Sabe a noites amenas, daquelas que basta uma t-shirt fresca para nos sentirmos confortáveis. Sabe a noites em que as horas não importam. 
"Point Of Go" é isto e muito mais. Hugo Manuel, é o líder dos Jonquil, que apesar do nome bem lusitano é gales. As referências para se catalogar Jonquil são várias e subjectivas. Contudo eu escolheria compará-los a uns Talking Heads, que se desenvolvem depois numa pop mais tribal, com batidas afro, e oriundas das caraíbas.  É uma excelente escolha para o verão que se aproxima cada vez mais, embora esta primavera cinzenta não deixe adivinhar.

Para ouvir (apagar a seguir) =)  e comprar
Turbobit

Para saber mais 

 www.myspace.com/jonquiluk

Perfume Genius - Put Your Back N 2 It (2012)


A primeira questão que me coloco, é o porque de ter demorado mais de dois meses a escutar com plenos ouvidos este "Put Your Back N2 It". A resposta poderá residir no facto de inconscientemente saber que se tratava de uma obra prima no seguimento do maravilhoso "Learning" (2010), e como tal, involuntariamente, e como somos seres curiosos por natureza, a minha atenção foi canalizada em outros nomes, ficado o novo álbum de Perfume Genius incompreensívelmente e injustamente em segundo plano.
Hood, o single de apresentação já tinha tocado variadas vezes, mas só ontem me propus a abrir e reproduzir este album, que residia na pasta dos pendentes já há demasiado tempo. E a relação que se estabeleceu foi mágica e completamente arrebatadora, o que me levou a minha própria auto-crucificação por ter sido negligente como referi.
O génio de Mike Hadreas transportanos de novo por versos auto biográficos, com grande carga sentimental e com uma sensibilidade única. Mike sente aquilo que canta, isso é óbvio e cria uma relação de proximidade e cumplicidade com o ouvinte única. Canta o desencanto, por vezes o desespero a catarse vivida e obtida de experiências duras. Quem de entre nós não se identificará com todos estes temas, ao longo da nossa existência. A temática gay assume novamente grande importância nas composições de Hadreas mas isso passa a segundo plano, pois a conexão com a realidade que nos abarca a todos assume maior preponderância, sem que deixe alguém indiferente. A melancolia a dor e a esperança, todas elas são mais belas acompanhadas do perfume da voz de Hadreas, e toda a sua genialidade.
Absolutamente obrigatório.

Para ouvir (apagar a seguir) =) e comprar
Depositfiles



Para saber mais

www.matadorrecords.com/perfume_genius 

www.myspace.com/kewlmagik

http://indiegalia.blogspot.pt/2011/01/perfume-genius-learning-2010.html

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Spiritualized - Sweet Heart Sweet Light (2012)


Finalmente chegou um dos albuns mais aguardados deste ano. Pessoalmente "Sweet Heart Sweet Light" era aguardado com bastante expectativa.
Os lendários Spiritualized regressam então quatro anos após o fabuloso "Songs in A& E" com o seu sétimo album de originais, e como sempre deslumbram e apaixonam desde a primeira escuta, que nos transporta desde logo a uma dimenção musical mais elevada e tão peculiar quanto inconfundível. A demora e o intervalo de tempo entre "Songs in A&E", e este "Sweet Heart Sweet Light" é explicada pelo próprio Jason Pierce líder da banda, que afirma que "ao gravar um disco, esse processo deverá ser a coisa mais importante do seu mundo", e remata com "sou obcecado com a musica e não acredito em qualquer regra". Uma verdade que transporta para a musica de Spiritualized, onde a regra não existe, mas onde tudo é extraordinariamente perfeito.
Como sempre a beleza utópica das composições de Spiritualized não falta, assim como as belas orquestrações que vivem e respiram lado a lado com as distorções e arranjos mais agressivos. Em resumo já se sabia, mas é sempre bom constactar que não importa o tempo de silêncio...no final Spiritualized nunca desilude e vale sempre a pena.
Sem dúvida um concerto a não perder em junho no Primavera Sound.
Obrigatório.

Album Stream



Para saber mais 

www.spiritualized.com

terça-feira, 3 de abril de 2012

WhoMadeWho - Brighter (2012)


Cresci (bem ou mal) a ouvir certos programas de rádio por vezes musicalmente distantes, que me marcaram muito a diversos níveis. São os casos do Coyote de Pedro Costa, e da Caixa de Ritmos de Nuno Reis, programas da Antena 3 sobejamente conhecidos. Relativamente ao último, a Caixa de Ritmos que vive à procura da batida perfeita, tem como slogan de apresentação uma frase curiosa: "Porque a música de dança também é para ouvir". O facto é que esta frase é verdadeira, mas só o pode ser quando a qualidade está presente.
"Brighter" dos dinamarqueses WhoMadeWho é expoente máximo que dá validade ao slogan citado no parágrafo anterior, e a prova de que a grande maioria das pistas de dança espalhadas por todos esses cantos, só não tem qualidade porque não se quer, ou devido ao desconhecimento. Se a razão for a segunda, a resolução seria simples. Se a resolução da segunda não resolver a primeira (o mais certo!), ai já nada mais há a fazer a não ser seguir para outras paragens. 
"Brighter" assume proporções que há muito não ouvia na electrónica, e chega inclusive a remeter-nos para os fundadores do movimento da electrónica/expermental, bandas como Neu  e Kraftwerk dos longíncuos anos 70. Quarenta anos depois WhoMadeWho prova que este movimento está vivo e recomenda-se. Chamem-lhe electrorock, synth-electro, o que quiserem, mas o facto é que o melhor adjectivo que se poderá oferecer a "Brighter" é potente.
Uma excelente alternativa para estes dias, que são de férias para muitos, e que prometem noites mais longas, e se possível com batidas mais elegantes e nobres ao som de WhoMadeWho. Recomenda-se.




Para saber mais 

www.whomadewho.dk

segunda-feira, 2 de abril de 2012

The Wooden Sky - Every Child a Daughter, Every Moon a Sun (2012)


A primeira coisa que despertou a minha atenção nos Canadianos The Wooden Sky, foi, antes mesmo do que a sonoridade da banda, a semelhança do timbre de voz do vocalista Gavin Gardiner com Ryan Adams. Chega a ser impressionante a similitude com o grande singer-songwriter norte-americano. Posteriormente as composições musicais apenas vieram completar o aumentar de interesse neste "Every Child a Daughter, Every Moon a Sun".
O estilo onde The Wooden Sky se sentem mais confortáveis é sem dúvida o folk e o alt-country, mais acentuado neste novo trabalho, onde as composições estão mais lentas maduras e complexas. Em resumo um album seguro que demosntra toda a evolução da banda nos ultimos anos, genuíno e generoso. Uma excelente companhia para a estrada.
Podem ouvir o album na íntegra aqui.




 Para saber mais 

 thewoodenskymusic.com
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